Glaucoma é uma doença multifatorial caracterizada por lesão do nervo óptico e perda do campo visual. Esta doença, se não tratada corretamente, pode ocasionar perda irreversível da visão. A pressão ocular elevada é o fator de risco mais importante no desenvolvimento da Neuropatia Óptica Glaucomatosa e, portanto, baixar a pressão ocular constitui a base do tratamento, quer seja com remédios, laser ou cirurgia.
Tratamento com SLT
O laser constitui uma forma de tratamento não invasivo e isento dos efeitos secundários dos medicamentos. A SLT é mais uma forma de aplicação de laser para o arsenal existente.
Indicações e contraindicações para SLT
A SLT é indicada para pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto, pigmentar, cortisônico, pseudoexfoliativo, intolerância ou baixa adesão a colírios e hipertensão ocular.
Pode ser indicada como primeira opção terapêutica, em lugar de colírios.
Deve ser evitada em glaucoma avançado com dano próximo à fixação central, olhos com inflamação intraocular ativa, ângulos estreitos (onde o trabeculado não é totalmente visível) ou glaucoma secundário.
Resultados esperados
Espera-se uma redução média de 25% da pressão basal em 75% dos pacientes. Em torno de 25% dos pacientes pode não haver redução da pressão ocular.
A taxa de sucesso é de 75% ao final de um ano, caindo para 50% depois de 3 anos. Em 5 anos, a taxa de sucesso é de 32%.
O procedimento pode ser repetido em até 3–4 vezes.
Efeitos colaterais
Os efeitos colaterais normalmente são transitórios, mas pode haver aumento transitório da pressão ocular, edema de córnea e formação de sinequias anteriores.
A quantidade de aplicações e a energia emitida pelo laser são definidas pelo médico, dependendo de cada olho.
Pode-se fazer o procedimento nos dois olhos, assim como em um olho por vez.
A SLT não prejudica qualquer outro tratamento a seguir, como cirurgia, outra forma de aplicação de laser e/ou medicamentos.
A aplicação da SLT apresenta desconforto durante o procedimento que, uma vez terminado, não perdura.



















